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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PRAÇA ROOSEVELT – UMA PRAÇA DE CIMENTO!


Meus queridos leitores não foi nada fácil fazer essa reportagem, pois a inauguração da nova Praça Roosevelt, onde Mummy e eu moramos, foi tremendamente politizada, e como eu não sou político nem nada e muito menos sou candidato a Prefeito de Sampinha, mas, sim REPORTER, não vou puxar sardinha para ninguém, nem que me dessem todo o chocolate do mundo, pois eu simplesmente adooooro chocolate!!!! 



Primeiro eu vou comentar algumas informações que eu obtive através da reportagem do jornal O Estado de São Paulo de 9 de setembro de 2012, para vocês entenderem o crime que foi cometido pelo atual prefeito com a minha amada Sampinha. Só para vocês terem uma idéia a cidade de São Paulo com autorização oficial da Prefeitura nos últimos 14 anos tem perdido 14 árvores por dia!!! SIMPLESMENTE FORAM CORTADAS 72.514 ÁRVORES!!!!! Esse número corresponde a 5 PARQUES DO IBIRAPUERA – o parque que funciona como pulmão da zona sul com 15 mil árvores.

A Prefeitura arrancou as árvores para atender a ganância de empresários imobiliários e afins para construirem prédios, shoppings e outras construções de cimento e também para atender “melhorias” da secretarias de transporte e obras públicas como estações de metrô, ruas e alargamento de avenidas. Segundo a Prefeitura, uma autorização para cortar árvores só sai após a exigência do replântio maior de árvores do que as que foram retiradas em obediência a lei municipal nº 10. 365, de 22 de setembro de 1987, feita para garantir o porte arbóreo da cidade de São Paulo, segundo consta no edital da Prefeitura de 25/10/2010 (tal como vocês podem confirmar clicando nesse link: Como solicitar uma poda de árvore - Prefeitura de SãoPaulowww.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/ouvidoria/noticias/?).
A arquiteta Luciana
Porém, segundo os dados fornecidos na dissertação de mestrado da arquiteta e urbanista Luciana Schwandner Ferreira apresentada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (FAU – USP), com base nos despachos publicados no Diário Oficial da Cidade entre 1997 e 2011, esse mecânismo de compensação não tem funcionado, pois não tem sido mantido e nem aumentado a cobertura vegetal de onde as árvores foram retiradas. A situação ainda é mais agravante considerando o total de verde perdido na realidade por conta dos desmatamentos ilegais, que ocorrem em razão da ineficiência da Prefeitura em monitorar a conservar as áreas verdes da cidade de São Paulo, permitindo que a ocupação ilegal de terrenos na periferia se alastre por São Paulo como um cancer corroendo a cidade. Quando há os chamados “cortes autorizados” eles apenas se dão em áreas nobres da cidade, por dizerem respeito a construção de prédios de grandes empreendedoras ou por conta de obras públicas, e naturalmente a Prefeitura terá muito a lucrar com isso, em relação ao primeiro caso por conta dos impostos e no que diz respeito ao segundo e às ocupações ilegais certamente o prefeito no cargo visa lucrar com votos eleitorais.
Igreja da Consolação – 1800
No caso da Praça Roosevelt o passado do local parece condená-la a não ser um local arborizado. No passado distante a região era considerada afastada do centro da vila de São Paulo, possuía apenas chácaras com plantações de hortaliças, frutas e chá, cruzada pelo Caminho de Pinheiros (ou Caminho de Sorocaba). Por esse caminho passavam as tropas de burro vindas do interior do Estado de São Paulo. Em 1779, um local entre as chácaras dava lugar às feiras de bestas de cargas, onde vendiam-se animais. Em razão do comércio de animais foi erguida uma pequena capela em homenagem à Nossa Senhora da Consolação. Passados vinte anos a capelinha virou uma Igreja, para atender a região antes desabitada para qual passaram a confluir novos moradores. Em 1834, registros históricos municipais contam que a região não tinha nada de aprazível e que existia um enorme pantanal na entrada da igreja e que o terreno a volta era barrento, mas quando deu-se início a construção da igreja em lugar da capelinha, a administração da cidade foi obrigada a investir na melhoria urbana região,  fazendo aterros e abrindo ruas. Mas, a melhoria só se deu pela influência política do Barão de Tiête, José Manuel da Silva. Em 1840, a Igreja da Consolação de Dona Veridiana Prado casada com Martinho da Silva Prado, da aristocracia cafeicultura paulista, a doação do terreno em que se encontrava, que era vizinho à sede da chácara do casal, que se estendia até o vale do rio Anhangabaú. De pronto a Igreja da Consolação recebeu grandes melhorias , sendo ampliada com cinco janela, duas torres e escadas de acesso e novas portas de entrada. Quando em 1870 a população da região alcançou 3,5 mil habitantes a Igreja da Consolação foi elevada a paróquia.
Igreja da Consolação – 1950
No ano de 1907, a Igreja se tornara pequena para tantos devotos e o prédio original foi derrubado, dando lugar à construção do projeto do professor de arquitetura da Escola Politécnica, Maximiliano Hehl, o mesmo projetista da Catedral da Sé, erguida numa mistura de estilo romântico-bizantino com gótico e romano, levou 20 anos para ficar pronta. Por sua vez terreno ao lado da igreja, desde 1910 tinha o nome de Praça da Consolação e era usada tanto como estacionamento como para feiras livres. Criada sem nenhum planejamento e com solo terroso devido ao desnivelamento do terreno quando chovia o barro da praça invadia o asfalto atrapalhando o trânsito, assim em 1950 a Praça da Consolação foi asfaltada, momento em que os casarões que existiam ao seu redor foram sendo demolidos dando lugar à construção de arranha-céus símbolo máximo da modernidade, que viria a tornar a cidade de São Paulo um paliteiro de cimento.
Igreja da Consolação – 1965

Então no ano de 1965, o prefeito José Vicente Faria Lima decidiu fazer uma grande avenida que ligasse o centro de São Paulo ao rio Pinheiros, como alternativa ao transito da Av. 9 de Julho, ligando a rua da Consolação diretamente à Av. Dr. Arnaldo, e a rua da Consolação neste trecho tornou-se a Av. da Consolação, uma obra de engenharia que só terminou em 1968. Mas o prefeito Faria lima também tinha planos para a Praça da Consolação e anunciou em 1967 um projeto de urbanização com a construção de um centro cultural com auditório para duas mil pessoas e um centro educacional idealizado pelo paisagista português professor da Faculdade de Urbanismo e Urbanismo da Universidade de São Paulo, que constituía-se de duas estruturas de concreto com muito pouco verde. A nova praça de cimento seria inaugurada en 25 de janeiro de 1970, na comemoração dos 416 anos da cidade de São Paulo, pelo então presidente da ditadura militar Emílio Garrastazu Médici, recebendo o nome de Praça Franklin Delano Roosevelt, em celebração a aliança política Brasil-Estados Unidos, e o seu espaço suspenço foi chamado de Pentágono, famoso centro militar norte-americano pelo mesmo motivo.

Praça Franklin Delano Roosevelt – Inauguração 1970

Bosque da Igreja da Consolação – 2008

Assim desde o seu nascimento a Praça Roosevelt nunca deu privilégio às árvores, e mesmo quando era chamada de Praça da Consolação ironicamente não consolava ninguém e não tinha nenhuma árvorezinha para dar sombra. Contudo, com o passar do tempo após a inauguração de 1970, por iniciativa única dos padres da Igreja da Consolação, um lindo bosquezinho foi surgindo ao redor da Igreja até que se tornou lindamente frondoso abrigando lindos passarinhos na primavera; maritácas, sabiás, canarinhos, bem-te-vis, pintarroxos, rolinhas e tantos outros começaram a fazer seus ninhos por lá e divertiam-se tirando razantes por cima do Pentágono para alcançar a imponente paineira do outro lado. Ou pousavam nas ficheiras ou no ipê amarelo do jardim suspenso do Pentágono para cantarem seus cantos matinais, e foi assim até 2010, quando teve início a demolição da Praça Roosevelt, que não resistira ao descaso dos administradores da cidade que a deixaram inteiramente abandonada ao próprio destino sem investirem na sua manutenção desde 1980, quando teve o início da decadência de seu entorno e do centro da cidade, com o novo centro financeiro na Av. Paulista e do centro comercial da Av. Faria Lima.

Praça Rooevelt - 2008


A sombra de uma árvore no Pentágono


As árvores do Pentagono abandonado – 2010

Mammy contou-me que ela conheceu a Praça Roosevelt em todos os seus estágios, pois for a batizada na Igreja da Consolação em 1955, e por isso sempre frequentara a igreja. Quando ela veio morar aqui em 2004, ela simplesmente achou muito curioso, achando que o badalar dos sinos da igreja a tinham chamado para viver aqui enquanto vivesse sozinha, pois toda a família dela falecera e meu irmãozão fora estudar nos Estados Unidos. Ela gostava de caminhar no Pentágono e esquecia da própria solidão passando horas vendo os passarinhos e as crianças brincarem, chegou até a fazer alguns amigos. Tinha um supermercado debaixo do Pentágono, onde ela ia com o carrinho de feira, pois ela odeia sacos de plástico, para fazer as compras e na volta não resistia a comprar algumas flores nas floriculturas bucólicamente romanticas que a recordavam Paris, bem alí ao lado do magnífico e verdejante bosque da igreja, onde as senhoras mais velhas sentavam para conversar e tomar um pouco do sol da manhã.  Não é preciso dizer que Mummy foi uma daquelas pessoas que lamentou a demolição da praça, não pela praça em si, mas pelas poucas árvores que alí tinham. Ela esperançosa pensou que as árvores seriam transplantadas em outro lugar, mas não foi isso que aconteceu.

Escola Primária Municipal da Praça Roosevelt  – 2005

Floricultura da Praça Roosevelt – 2007


O projeto inicial que foi adulterado durante a construção da nova Roosevelt

Ela já tinha me adotado quando um dia chegou em nosso pedacinho de céu toda chorosa, e contou-me que as árvores tinham sido serradas e que ela vira elas serem transportadadas aos pedaços e que foram desenraizadas sem a menor dó ou piedade. Ela chorou primeiro de dó das suas amigas árvores e depois de raiva da estupides da ganância das pessoas, porque ela sabia que a demolição da antiga praça e a construção de uma nova só tinham por objetivo a especulação imobiliária e não a intenção de oferecer um local prazeroso para os moradores dos arredores frequentar. Quando mostraram o desenho do projeto que fora aprovado para a construção e ela viu muitas árvores até que ficou entusiasmada, lembrando que o viveiro de árvores do Parque do Ibirapuera fornecia árvores grandes para serem transplantadas para vários paisagistas das mansões luxuosas da cidade, e quem sabe a Prefeitura também decidisse transplantar árvores crescidas.

Desenraizamento das Árvores: Paineira, Ficheiras e o Ipê Amarelo. – 2010

Tratores derrubando as árvores e o bambuzal na área das floriculturas – 2010

Chegando ao final da construção em 2012


Quase pronta...


Nas vésperas da inauguração – 2012

Quando a nova Praça Roosevelt inaugurou Mummy não acreditou, era uma NOVA PRAÇA DE CIMENTO!!! Árvores? Nem eu, nem ela viveremos para ver crescidas!!! O bosque da igreja também não acabou porque a Igreja é dona do terreno, mas as árvores que não estavam no terreno da igreja simplemente desapareceram, o lindo bambusal desapareceu e umas outras tantas árvores. A praça é uma verdadeira pista de skate urbano, logo os skatista com razão pensam que a praça foi construída para eles, assim como os ciclistas. Os bancos para sentar são horríveis, sem encosto, duros e com assento vazado, para sentar só levando almofada. O cachorródromo não tem nenhuma árvorezinha para os cachorrinhos fazerem pipi!!! Pode? O único lugar mais agradável é o parquinho infantil ao lado da igreja, lá crianças, pessoas mais velhas e namorados concorrem pelos bancos mais confortáveis com encosto debaixo das copas das árvores, mas respiram aquele ar venenos cheio de monóxido de carbono que vem da aceleraçõ dos automóveis que saem pela passagem da radial leste para a Av. da Consolação, conclusão todos que frequentam o parque infantil estarão fadados a terem cancer de pulmão!!! Conclusão se a antiga Praça Roosevelt era um “monstrengo” de cimento esta nova é um “monstrengão gigantesco”!!!!

Olhem o cimentão gente!!!!



Tanto cimento por que?




Uma praça de cimento



Cimento para dar e vender


O pistão dos skatistas


A pista de skate urbano nas escadarias




Os skatistas
Olhem o skatista exibindo-se em manobra radical!!!

O tchibum no chão do exibido!!! Tadinho...

Que figurinha legal esse sakatists mirim, né?




Bicicletas? 




Não esqueçam de trazer almofadinhas para sentar nestes bancos duros!


Onde estão as árvores para a gente fazer pipi?



O cachorródromo




Cobertura vazada serve para que quando chove? Cascatinhas. Hahaha!!!



Esses rapazes tocando violão eu achei muito legal!!!!
O jardim uma semana depois da inauguração



O parquinho infantil canceroso.



A turma da balada noturna na praça.

O meu amigão Fernando dono da papelaria que está indo embora 
A papelaria do Fernando em liquidação de 50%
Frequentar a praça? Nem pensar! Além do mais a Mummy não quer me levar por causa da infestação de pulgas que está lá, porque durante a construção da praça nos últimos dois anos viviam entre os entulhos um bando ratos e ratazanas, e como a praça não foi dedetizada tem tanta pulga que o único dia que fui com a Mammy lá para tirar fotos para a reportagem eu voltei com tantas pulgas que a Mammy ficou horrorizada. Para completar, por conta da tal especulação imobiliária nossos comerciantes amigos estão tendo de ir embora por causa do aumento abusivo dos aluguéis, por sua vez muitos dos moradores já estão pensando em se mudarem. Mammy mesmo está pensando em ir embora assim que encontrar uma boa oportunidade de negócio, pois a barulheira está infernal e aqueles que são proprietários de apartamentos estão desesperados, pois não há muita perspectiva de  compradores para seus imóveis agora que a praça está inaugurada e parece uma terra de ninguém.  


A situação está realmente desanimadora para nós que vivemos aqui, pois perdemos a esperança de que nos seria dado um espaço prazeroso para o convivío social onde crianças, jovens, adultos e velhinhos poderiam conviver harmoniosamente, mas está virando uma praça de desentendimentos e descontentamentos, tudo porque a minha Sampinha queirida vem sendo enterrada debaixo de uma tumba de  cimento dia após dia, porque a cada prefeito que entra e sai a deixa pior do que a encontrou!!! Por certo qualidade de vida não é prioridade deles e muito menos as minhas queridas e amadas árvorizinhas!!! Por isso eu estou lançando uma campanha com o lema: “MAIS ÁRVORES MENOS CIMENTO PARA SAMPINHA NÃO MORRER!!!” Pois é certo, que se São Paulo continuar nesse rítimo em breve seus habitantes estarão condenados à morte precoce, pois nem bichinhos nem seres humanos foram criados por Papai do Céu para viverem assim tão longe assim dos prazeres e das belezas que a Natureza oferece. Sampinha precisa de praças com árvores e fontes, precisa de parques arborizados, precisa de VIDA PARA RESPIRAR!!!! Fica aqui meu protesto veemente, contra a maldade imperdoável que vem sendo feita com a minha Sampinha e peço a todos que estão indignados com isso como eu, que unam suas vozes à minha e ajudem a salvá-la deste destino tão pavoroso de ser UMA CIDADE SEM ÁRVORES!!!

Euzinho e a Guarda Civil Metropolitana Feminina Amelia
PS: Infelizmente minhas melhores fotos não puderam ser publicadas por um motivo inexplicável, eram dos skatistas levando tombos, uma bela visão do cimentão, as plantinhas mortas por falta de água e eu no colo da policial metropolitana e do meu amigão Fernando, que está tendo de fechar o seu negócio de papelaria. Coisas de "Godnet" como diz a Mummy (As fotos foram publicada com sucesso na minha página do Face: Freeway – Reporter. Confiram!). Assim, sinto muito por apresentar esta reportagem incompleta. Mas não tem problema, vocês podem ver a ótima reportagem no video da TV GAZETA!!!  Até a próxima meus leitores queridos!!!! 


PS: 16/10/12 GENTE !!! Eu consegui postar a minha fotinho que eu tanto queria!!! Mudei o formato para PNJ e aí está!!! Pelo visto o Blogger não aceita mais fotos rápidinhas JPG de menos de 150k. Pior é que ninguém me avisou e eu fiquei maluco ontem tentando... Mas, agora eu coloquei todas que eu queria, que bom!!!

P


Nova praça Roosevelt se enche de skatistas - YouTube


youtube.com2 dias atrás - 4 min - Vídeo enviado por jornaldagazeta
A reforma da Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, mudou a cara de um local antes ...




Bom Dia Sorocaba - ‎há 10 horas‎




Moradores da região central da capital reclamam dos skatistas que tomaram conta da Praça Roosevelt, reinaugurada há pouco mais de duas semanas após dois anos em reforma. O piso novo e liso da praça tem atraído os esportistas, que usam os bancos como ...

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